São tantas coisas que temos, tanto profissionalmente quanto pessoais, e que nos dias atuais, poucas pessoas parecem saber diferenciar (mas isso é assunto para outro post). E daquela centena de atividades que temos ou que gostaríamos de fazer, qual a mais importante? O que percebo na maioria das pessoas é a dificuldade de parar para avaliar, isso se dá por preguiça, desinteresse, busca do prazer, fuga da dor, ... Você deve estar se perguntando: Busca do Prazer(?), Fuga da Dor (?). Logo abaixo explicarei.
Um funcionário desmotivado, com uma lista de 10 tarefas, qual a probabilidade de ele priorizar as suas atividades? Diria que quase nula. A primeira da lista será a primeira a ser feita, depois a segunda. E se você pensa que o chefe vai dar as tarefas sempre ordenadas, só posso dizer, “Bem vindo ao mundo real”. Se você perguntar para alguém, o que é prioritário em uma lista, provavelmente a resposta seja:
- Tudo é prioritário (ou Tudo é urgente).
Você já deve ter escutado isso algumas vezes, principalmente quando está junto ao cliente definindo as funcionalidades de um sistema.
Outro grave problema que eu vejo na maioria da empresas é a falta de preocupação em descobrir a causa dos problemas, e buscar apenas a correção dos erros. Eu penso que é mais importante evitar futuros erros do que passar a vida corrigindo as suas conseqüências, até porque normalmente a correção do erro é mais rápida do que reparar os problemas gerados por ele. Pode parecer para alguns sem muita experiência que isso acontece raramente, mas afirmo que não, e que depende de atitude.
Dois exemplos simples:
- Um sistema gerava um log de erros, que posteriormente eram utilizados para corrigir os dados do sistema, através de ajustes manuais. Tarefa tediosa e repetitiva. Um funcionário passou anos fazendo isso. Quando outro funcionário assumiu, ele criou um programa para ajudá-lo a analisar e corrigir os erros, mas, além disso, começou a cobrar a correção das causas dos erros mais freqüentes.
- Os bancos de dados SQL Server dos clientes constantemente chegavam corrompidos. Um funcionário buscou informações sobre o que poderia resolver o problema e descobriu que deveríamos desabilitar o Cachê de Gravação do HD, conforme recomendação da Microsoft. Testes foram feitos e confirmados. Muitos meses se passaram, e muitos outros bancos chegaram corrompidos, custando em média 3 dias para correção de cada um, alguns com perda de dados. Finalmente definiram que os Cachês deveriam ser desabilitados.
- O mais importante primeiro - eu dizia no meu prédio, quando o Síndico insistia em consertar o Portão antes de consertar o Porteiro Eletrônico. Com o portão consertado, o visitante tocava o Porteiro, e como este não funcionava, forçava o portão até que este quebrava novamente.
Quando vejo os programadores, principalmente os novinhos (eu disse principalmente), montando telas ou relatórios, normalmente eu percebo a falta de avaliação do que é importante. O que vários programadores fazem inicialmente? Deixam a tela bonita, alinham bem os campos, procuram ícones bonitos, acertam as bordas, e assim vão. Quando acreditam que está bem bonito é que começam a preocupar-se com as funcionalidades do sistema. Quase sempre, o que acontece é que uma funcionalidade obriga a reestruturação da tela, e eles param tudo para ajustar a tela novamente. E outra funcionalidade, outra reestruturação.
Mas deixe-me explicar o que quis dizer com: busca do prazer e fuga da dor. Estes dois conceitos eu vi em um livro de auto-ajuda: “Desperte o gigante interior”. Gostei muito deste livro, pois não é do tipo “Pense positivo”. Nele o autor explica como pensamos e diz que basicamente: Buscamos o prazer ou Fugimos da dor. Só que fazemos isso no curto prazo, e se pensarmos no longo prazo, mudaremos nossos hábitos. Exemplos:
- Comer muito é bom, hoje, mas me fará ficar gordo amanhã.
- Ginástica é chata, mas me ajudará a viver mais e melhor.
Razões porque os funcionários não fazem o mais importante primeiro:
- Busca do Prazer: O que é mais agradável fazer agora, como: conversar com a menina da área de testes sobre um probleminha bobo, desenvolver uma funcionalidade só para ver como ficaria, enfeitar uma tela, atender aquele cliente bacana, mas principalmente, deixam sempre para depois os problemas reais, aquelas coisas chatas de fazer, mas que tem urgência.
- Fuga da Dor: O cliente chato vai me ligar novamente para me cobrar isso, que eu sei que é bobagem, e depois eu resolvo o problema grave daquele cliente que não reclama.
E você, sabe priorizar? Estudar é sempre uma prioridade, ler outras idéias, pensar se estão corretas e avaliar se nós somos assim é muito importante para o nosso crescimento pessoal e profissional.
Você tem exemplos de falta de prioridade? Comente!

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